As pessoas em primeiro lugar

A obra “As Pessoas em Primeiro Lugar: a ética do desenvolvimento e os problemas do mundo globalizado”, dos autores Amartya Sen e Bernardo Kliksberg, discorre sobre globalização e seus problemas. “Temos de examinar se a cidadania é puramente instrumental (só uma questão de maneiras e meios de conservar o meio ambiente) ou se é mais do que isso; e especialmente se a cidadania eficaz é parte e parcela do que queremos sustentar”. É um balde de sobriedade sobre uma discussão na qual as paixões, muitas vezes, ultrapassam o bom senso, tanto entre militantes ambientalistas, quanto entre os céticos do aquecimento global.

Em analise dos principais desafios da formação de um Gestor para a sua atuação na sociedade, o grande desafio efetivo para um desenvolvimento com valores éticos está em instigar e gerar uma grande mudança na forma de conduzir devida ética na gestão das organizações. Dentre as dificuldades que a sociedade enfrenta como a desigualdade que remete e conduz à pobreza, corrupção, violência e a degradação do meio ambiente, verifica-se a necessidade urgente de inclusão destes temas e seus indicadores na agenda como pauta principal de todas as discussões realizadas por poder público, iniciativa privada e sociedade civil.

Com toda certeza são as pessoas que estão em primeiro lugar, as que devem em harmonia, gerar ações associativas para que os benefícios do crescimento econômico sejam divididos e distribuídos de forma justa e consciente. Além da União e Estado, as empresas e instituições “organizações” carregam um grande compromisso definido como Responsabilidade Social Empresarial (RSE), um grande desafio para atingir a sustentabilidade.

A questão cultural é um tema a ser trabalhado e desenvolvido com muita energia e conhecimento, através do capital intelectual “com as pessoas e novas tecnologias”. Os indicadores da área (IDH – índices de desenvolvimento humano) são pouco discutidos e interpretados pela sociedade, poder público, iniciativa privada e comunidade em geral. É extremamente visível que na maioria dos casos os resultados são avaliados através de fatores estatísticos com foco prioritariamente no econômico financeiro. A nossa responsabilidade de forma geral estabelece executar Triple Bottom Line (Tripé da sustentabilidade – Balanço social: pessoas, planeta e lucro).

Algumas práticas e ações são essenciais para desenvolver os capitais: social, financeiro/comercial, ambiental e humano que estabelecem demandas para uma nova gestão que, por sua vez, necessitam de planejamento estratégico e visão sustentável, de forma a conquistar e atingir lucratividade com ações responsáveis. Com isso, trabalhar e realizar ações conscientes na rotina da sociedade e nos projetos de desenvolvimento, com destaque na construção de uma visão sobre “questão de sobrevivência”, a sociedade deve perceber o contexto que remete a uma correta prospecção de cenário, onde agir de forma associativa, buscando felicidade e bem-estar das pessoas e do nosso planeta, cria condições para um resultado efetivo.

DIOGO MOREIRA
Coordenador Administrativo ULBRA Carazinho
Professor de Matemática, Consultor: Especialista em Gestão do Agronegócio, MBA em Gestão Empresarial, Pós-MBA em Inteligência Empresarial.

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