Arqueólogo: “fim do mundo” maia é na verdade uma biografia

A exatamente um mês do “fim do mundo” supostamente previsto pelo povo maia, um arqueólogo afirma que a pedra talhada por volta do ano 669 pode na verdade ser o relato da vida e batalhas de um governante local. “Os maias tinham um conceito cíclico do tempo, não se preocupavam com o fim do mundo. Esta estela marca a vida e batalha de um governante”, afirma o cientista mexicano José Romero sobre o significado do texto.

A pedra é conhecida como Monumento 6 de Tortuguero (um sítio arqueológico de Macuspana, no Estado de Tabasco). A estela foi resgatada em 1958 com outras peças arqueológicas. Originalmente, teria forma de T, mas hoje está fragmentada.

“Não estava completa, temos quatro fragmentos e faltam vários. O Museu Metropolitano de Nova York tem um e outros dois estão em uma coleção privada de Boston. O fragmento do lado direto está desaparecido”, diz Romero, especialista no sítio de Tortuguero. Um fragmento está exposto pelo Museu Regional de Antropologia Carlos Pellicer Cámara, em Villahermosa, capital de Tabasco.

Uma das primeiras publicações sobre o Monumento 6 foi feita por um epigrafista alemão em 1978 e desde então ela tem sido objeto de diversas pesquisas. O novo estudo propõe que o texto “é a história de Balam Ahau, que foi um ‘sagrado senhor’ de Tortuguero”.

Terra

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