A arma do sucesso chinês: Boa educação

Postado em 22 março 2013 07:47 por jeacontece
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O arrojado plano educacional elaborado pela China para o período 2010-2050 prevê a eliminação da diferença existente em relação aos Estados Unidos, ao Japão e à Alemanha. Com isso, o país pretende se aprontar para ser o líder em pesquisa e desenvolvimento e, consequentemente, na produção industrial até o final deste período.

Ao definir sua arma para dominar o mundo, o gigante asiático consegue impor regras que, independente da vontade dos outros países, devem ser cumpridas.

O rígido controle da natalidade e o aumento do poder aquisitivo de seus habitantes tornam o país o controlador da economia mundial, principalmente, no momento atual, que está focado na demanda por commodities por países emergentes que possuem grandes reservas financeiras.

As diferenças do gigante asiático para o Brasil são colossais. Enquanto, cerca de 130 mil chineses estudavam em universidades americanas, o número de brasileiros não passava de 10 mil. A população está tão empenhada e focada neste plano de governo que não se contenta apenas em ver seus filhos conquistando uma vaga nos bancos escolares e sim se aprofunda no que realmente estão aprendendo com conteúdos mais específicos e ensinos mais precoces. Até mesmo a pré- escola tem uma atenção diferenciada para preparar o cidadão.

Já no Brasil… Esta semana observou-se uma verdadeira atrocidade contra a língua portuguesa. Escândalos no Ministério da Educação já eram conhecidos. Mas escândalos “normais”, como vazamento de provas, erros em gabaritos e desconhecimento de fiscais que aplicavam os testes. Porém, o que veio à tona agora, rebaixa o Brasil a níveis inferiores dos países com os piores índices de subdesenvolvimento do mundo.

Erros grosseiros de ortografia, receitas alimentares e até mesmo parte de um hino de um clube de futebol foram encobertos pela ignorância e incompetência de quem coordena esse importante programa. Pessoas importantes tiveram a coragem de dizer que o que vale é o contexto da redação e não importava a ortografia. Realmente uma piada. Estão confundindo os artigos, as redações e os livros com as digitações nas redes sociais, como Facebook e MSN.

Voltando a realidade mundial, pode-se observar que a educação é a base da pirâmide econômica. O cancelamento de embarques da soja brasileira pelo país do oriente, que também pôde ser observado esta semana, fez com que as cotações da oleaginosa despencassem no mercado interno e também na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Essa desistência de negócios não se deu pela soberba chinesa, mas sim pela ineficiência e incapacidade do Brasil em lidar com o escoamento da super safra. Apenas dois dos 12 navios contratados para entrega em janeiro e fevereiro chegaram ao seu destino no período correto. Para se ter uma ideia mais de 220 navios aguardam embarques de soja, milho e farelo na costa nacional. Talvez se tivesse mais engenheiros, economistas, administradores, advogados, cientistas…, não se observaria esse gargalo.

Portanto, observa-se aí a diferença gritante entre as duas potências em desenvolvimento. E esse grande penhasco que separa as economias só será minimizado se as atenções estiverem voltadas para a educação.

João Pedro Corazza
Gerente Comercial de Negócios de Commodities da Agroinvvesti

Postado em 22 março 2013 07:47 por jeacontece
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