Restrições recomendadas dificultam retomada das atividades tradicionalistas

Embora MTG tenha distribuído cartilha com as medidas que devem ser seguidas, entidades relutam em retornar temendo complicações

Em algumas cidades do Estado, como Porto Alegre, algumas atividades tradicionalistas já foram permitidas pelos decretos que regulam as medidas de segurança sanitária que visam impedir o avanço da Covid-19. O Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG elaborou uma cartilha para orientar as entidades quais providencias tomar na retomada.

Turíbio dos Santos, coordenador do Conselho Municipal de Tradições Gaúchas – CMTG de Carazinho, contou que existe temor em reabrir as entidades. Isso porque, pela cartilha, o MTG coloca que a entidade promotora de eventos que por ventura venham a acontecer no meio tradicionalista será responsável. “Os ensaios das invernadas, por exemplo, estão liberados, mas ainda não pode haver contato físico, e deve-se usar máscara e álcool gel. Não tenho conhecimento de alguma entidade carazinhense que já tenha voltado”, comentou. “Eventos, por hora, não há nada programado na região, porque é uma coisa complicada. O custo é alto e o MTG colocou muita responsabilidade em cima das entidades promotoras por conta da pandemia. O tiro de laço é somente para laçadores. Não pode ter público, apenas a família do laçador e esta deve ficar no acampamento, não pode se aproximar da pista. O competidor precisa ficar de máscara, aí é ruim para ele”, enumerou, acrescentando que, além disso, só podem ocorrer disputas até quartetos. “Pode até fazer com quinteto, mas a reponsabilidade é da entidade”, sinalizou.

Diante de tanta restrição, Santos avalia que é praticamente inviável promover algo. “Precisa-se de um bom patrocínio, e quem vai patrocinar alguma coisa se não terá muita visibilidade?”, questionou.

A médio prazo, o coordenador do CMTG prevê outra dificuldade: a manutenção dos jovens nas invernadas. “Já é difícil agregar os jovens no CTG, agora ficou todo este tempo sem ter atividade. No ano que vem, suponhamos que tudo volte ao normal, haverá Enart e outras coisas que precisam muito ensaio, muita preparação. Teremos perdido um bom tempo, sem falar nos custos para participação tendo em vista que em 2020 os CTGs não tiveram receita”, argumentou.