ESPUMOSO – Departamento Técnico da Cotriel realizou reunião mensal

Na última terça-feira, 20, no Auditório da Afeco, o departamento técnico vegetal da Cooperativa realizou sua reunião mensal. Os técnicos e agrônomos presentes discutiram vários assuntos, dentre eles o crédito rural. Também ouviram palestras dos representantes regionais das empresas Basf e Nidera.

Caixa Econômica Federal passa a atuar no crédito rural

Na reunião do Detec, esteve presente o gerente regional pessoa física da superintendência da Caixa Econômica Federal de Passo Fundo, Lúcio Roberto Hackenhaar. Ele divulgou as novas linhas de crédito para custeio agrícola em várias culturas, como soja, milho e trigo, custeio pecuário em bovinocultura de leite e corte, suinocultura, avicultura, caprinocultura e ovinocultura, produtor rural pessoa jurídica, aquisição de máquinas e equipamentos, formação e correção de pastagens, proteção, correção e recuperação do solo, entre outras.

As formas de apresentação das propostas para custeio e investimento são o projeto simples ou técnico. As linhas de custeio oferecidas vão até R$ 1 milhão, sendo que até o valor de R$ 300 mil o orçamento é simplificado e de R$ 300 mil a R$ 500 mil o orçamento é simplificado, mas necessita de um ateste por um técnico ou agrônomo, sendo que no orçamento simplificado o programa do banco gera um orçamento com base nas informações fornecidas pelo produtor e dados do zoneamento agrícola, preenchido na própria agência da Caixa, o que facilita e agiliza a aprovação. A partir de R$ 500 mil, necessita de projeto simples ou técnico elaborado pela Assistência Técnica do produtor, o qual passará por análise mais elaborada. No tocante a seguros, estão as linhas agrícola e pecuária e a perspectiva é de começar a atuar com o Proagro em 2014.

Palestra sobre doenças na soja e no trigo

Pela parte da noite, o engenheiro agrônomo da Universidade de Passo Fundo, Dr. Carlos Alberto Forcelini, palestrou sobre prevenção de doenças na soja e no trigo. Na soja, Forcelini disse que, independente do que vai acontecer na próxima safra, o produtor deve fazer o básico, começando com uma semente de boa qualidade e bem tratada, semear bem, com um solo que esteja em uma temperatura mais elevada e não plantar muito cedo no frio, semear na profundidade correta, usar a quantidade de sementes recomendada para cada variedade: “Depois de semeada a soja, temos duas fases importantes na lavoura, que é a fase antes da floração, a chamada fase vegetativa. Nesse período muitas doenças que se originam na palhada de soja e estão na lavoura de ano após ano, e mesmo algumas que podem vir mais cedo, como no caso do oídio ou da ferrugem, se instalam nesse vegetativo e podem comprometer a parte baixa da planta, que concentra 30% das vagens e é a primeira parte que fica doente e acaba desfolhando, mas é a que menos recebe proteção de fungicida e inseticida depois que a lavoura fechou. Então, se a gente quiser fazer alguma coisa importante por essa soja no vegetativo para atender o baixeiro da planta, é necessário fazer uma aplicação de fungicida enquanto ela é menor, ou seja, em um tamanho de cinco a seis nós. Na fase de floração, o objetivo é mantermos a folha na planta, pois o que a gente faz na soja no vegetativo até a floração pode nos ajudar com que ela transforme mais flor em vagem e numa lavoura de alto potencial uma vagem a mais na planta são dois sacos por hectare. O que se deve fazer daí para frente é manter a flor na planta, para que ela produza um grão mais pesado e bem formado, o que proporcionará um alto rendimento”.

No caso do trigo, Forcelini considerou que existem três fatores fundamentais para que o cereal possa produzir bem: a quantidade de espigas por metro quadrado na lavoura, o tamanho da espiga e o peso do grão. “Os dois primeiros são definidos do início da cultura até a fase final de perfilhamento, quando o trigo já tem o primeiro nó. Pudemos perceber que as lavouras desta região já estão nesta fase e agora o que conta é basicamente trabalhar para produzir um grão mais pesado e de qualidade, o que só é possível mantendo folha na planta. Para que consigamos isso, é fundamental que a lavoura fique verde, bastando fazer os tratamentos corretos e, no caso da floração, pensando na giberela. Se há expectativa de chover, sempre fazer aplicação pelo menos dois dias antes da chuva, para que a precipitação pegue a cultura já tratada. Vamos ter oscilações de temperatura, mas serão variações menores e uma média de temperatura que vai se elevar, e a tendência é de que doenças como ferrugem possam aumentar. Por isso a necessidade de manter a lavoura protegida com intervalos seguros e produtos corretamente aplicados, para que possamos manter o potencial produtivo do trigo”, finalizou.

(Assessoria de Comunicação – Cotriel)