Condições climáticas impedem entrada da nuvem de gafanhotos no RS

Depois de realizar nova operação de combate contra os gafanhotos na manhã do último sábado (27/06), técnicos do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina constataram redução da população de insetos na área rural onde foram encontrados. A propriedade fica a 63 quilômetros de Curuzú Cuatiá, na província de Corrientes, a mais de 100 quilômetros da fronteira com o Brasil.

Na tarde desse domingo, o Senasa realizou nova ação de controle no local, fazendo a aplicação de um produto químico para reduzir a população de gafanhotos e a equipe aguarda as condições do tempo para ver qual foi a assertividade da ação. Os técnicos continuam monitorando o comportamento, localização e movimento dos insetos na região.

No sábado, o Sindicato das Empresas de Aviação Agrícola do Brasil (Sindag) informou que as informações que chegavam da Argentina apontavam que 15% da nuvem havia sido eliminada depois de o país vizinho coordenar um primeiro ataque aos insetos. A operação ocorreu na tarde sexta-feira e foi realizada com um avião agrícola.

Segundo o Sindag, dez aeronaves brasileiras deste tipo estão prontas para levantarem voo na fronteira, caso a nuvem de gafanhotos siga para o Rio Grande do Sul. Segundo a meteorologia, as condições do clima devem impedir a entrada dos insetos no país. Os gafanhotos costumam desviar do frio.

Os técnicos têm aproveitado os momentos de pouso dos insetos para combatê-los. A nuvem de gafanhotos chegou a abranger uma área equivalente a 3 mil hectares quando levantava voo. Já quando estão agrupados em pouso, é mais fácil fazer o controle, embora ainda assim ocupem uma área de dez hectares (o equivalente a dez campos de futebol).

Canal Rural e Senasa