Diálogo Espírita – ESTRESSE

Hans Selye (1907/1982), pioneiro endocronologista húngaro, define o estresse como “uma reação automática, não específica, do corpo, à qualquer tipo de mudança que requer uma adaptação”.

Ele explica como o estresse estimula a produção dos hormônios do eixo hipotalâmico – hipofisário – suprarenal e como estes proporcionam o aparecimento de doenças psicossomáticas.

Quando ocorre uma sobrecarga de estresse (físico, social ou psicológico), o sistema límbico ativa as glândulas suprarenais estimulando a produção excessiva de corticoides, que por sua vez afetará órgãos como o estômago, o timo (que é vital contra a autoumidade), o baço e os linfonados (que atuam na defesa do organismo humano e produzem anticorpos), interferindo no sistema de defesa, deixando o organismo mais vulnerável às infecções.

Normalmente não é com uma semana de estresse que vai se instalar uma doença, porém, a continuidade deste estado emocional vai lançando suas raízes, desestruturando, com o passar do tempo, as células, provocando finalmente determinada doença ou doenças.

Estão aí os médicos, psicólogos, psiquiatras, remédios para aplacar o estado de enfermidade e restabelecer a saúde, entretanto, sem o esforço de modificar o seu estado emocional, saindo do estresse, com a mudança de comportamento, ligação com a Providência Divina para preencher o vazio interior, recuperando a harmonia e paz interior, a enfermidade, mais adiante, voltará a se manifestar no mesmo órgão ou noutro.

A causa de todas as enfermidades está no desequilíbrio íntimo das pessoas e por esta razão cada um poderá fazer muito quando surgir a patologia, mantendo a resignação e confiança na Sabedoria Divina.

Sociedade Espírita Raios de Luz de Tapera (RS)