PASSO FUNDO – Novembro Azul: hora de conscientizar sobre o câncer mais fatal para os homens

Para prevenir e combater o câncer de próstata, órgãos públicos conscientizam homens sobre a importância de cuidar da saúde de forma integral, do físico ao mental

O mês de novembro traz consigo uma emblemática mensagem de alerta à população sobre o câncer mais comum no público masculino e responsável por matar um homem a cada 38 minutos no país – de próstata.

A campanha do novembro azul surgiu em 2003, na Austrália e ganhou popularidade a nível internacional com o intuito de prevenir e realizar diagnósticos precoces sobre a doença. No entanto, ainda em 2019, os números são preocupantes e o índice de morte na população masculina diagnosticada com câncer, é de 28,6%, de acordo com o Ministério da Saúde (MS).

As principais causas de morte entre os homens além das doenças, são causas externas, como acidentes, violências e suicídios. As doenças prevalentes que levam à morte no entanto, são em geral, evitáveis, segundo o MS. Levando em consideração a alta mortalidade nessas condições, o Ministério da Saúde juntamente do Instituto Nacional de Câncer, instituiu em 2015 uma nota técnica em que gestões estaduais e municipais são orientadas a formalizar medidas que abordem a saúde integral dos homens.

Apesar de salientar a necessidade de atenção para cuidados preventivos e diagnósticos, a nova proposta do Ministério da Saúde para esse ano é de despertar os homens para os cuidados com a saúde em todos os sentidos, do físico ao mental.

As ações são direcionadas pelo MS, mas cabe as unidades de saúde municipais desenvolverem suas próprias campanhas cumprindo os pré-requisitos estabelecidos pelo ministério, como criar estratégias educacionais, de comunicação e divulgação sobre a atenção à saúde do homem, promover a qualificação e capacitação dos profissionais e de agentes comunitários para que também possam orientar a população.

Embora a campanha seja fortalecida em novembro, o Ministério da Saúde recomenda que as ações aconteçam durante todo o ano e se estruturem de forma permanente.

Relato de quem convive com a doença
Natural de Tapera, seu Mário Luiz Simon de 71 anos, descobriu o câncer de próstata ao realizar os exames que investigam a doença.

“O exame, eu chamo a atenção para isso, pois eu estava consciente de que não tinha problema nenhum, o meu caso era hiperplasia benigna, era o que dizia o resultado do exame. Procurei médicos e para desencargo de consciência, o doutor me solicitou uma ressonância, que foi marcada para fevereiro. Na ressonância se constatou que eu estava com um tumor na próstata e não se sabia se era benigno ou maligno, mas o urologista, um médico muito eficiente, o Dr. Marcelo Sostruznik, me solicitou que eu fizesse a biópsia. Me internei no Hospital São Vicente de Paulo para fazer o exame e o resultado veio aproximadamente no fim de fevereiro”, relembra seu Mário.

Com o diagnóstico, o médico o orientou a fazer a cirurgia e posteriormente, a radiografia. A notícia do câncer, como conta, o deprimiu muito e o levou a depressão, devido a descoberta do câncer ser regional que acabou atingindo também uma de suas vesículas.

“Eu estava lutando contra uma depressão muito grande, tive que parar de trabalhar, mas tive auxilio da minha família, daí comecei a consultar um psiquiatra, o que eu recomendo muito, às vezes, o paciente sozinho não tem aquela força para encarar um problema delicado como esse”, comenta.

Apesar do susto, Mário conta que a confiança passada por uma profissional, fortaleceu suas expectativas de cura. “Consultando a médica Dra. Julise Balvedi, Radioterapeuta do Hospital São Vicente ela me esclareceu e me tranquilizou demais, de que eu teria total chance de cura, desde que fizesse o tratamento, ela tinha certeza que eu teria bons resultados”, diz. Após o período, seu Mário iniciou o tratamento em Passo Fundo e compartilha seu momento atual:

“Ela me deu confiança e estou aqui. Hoje faço a vigésima quinta aplicação de um total de trinta e duas aplicações. Eu quero ressaltar que as pessoas as quais eu estou convivendo aqui no Instituto de Câncer do HSVP, principalmente a área da radiologia, têm um grande mérito pela minha tranquilidade que estou sentindo agora. Toda a equipe. São pessoas maravilhosas”, conclui Mário.

Diário da Manhã