ERNESTINA – Ernestinenses conscientes sobre o Setembro Amarelo

Região do Planalto Médio apresenta números alarmantes de tentativas e óbitos

A região do Planalto Médio, a qual o município de Ernestina faz parte, registra números significativos de tentativas e óbitos decorrentes do suicídio. Tendo em vista esses dados, a Secretaria de Saúde e Assistência Social de Ernestina promoveu, pelo segundo ano consecutivo, atividade ligada ao Setembro Amarelo, mês conhecido nacionalmente como o momento de reforçar as ações de sensibilização para prevenção ao suicídio.

O Salão da Comunidade Evangélica de Ernestina sediou, no dia 27 de setembro, sexta-feira, uma palestra de conscientização aberta a toda a comunidade. Aproximadamente 150 pessoas acompanharam a atividade, entre elas estudantes do ensino fundamental da Escola Estadual Raimundo Corrêa, representantes do grupo da Terceira Idade, Cras e Prefeitura Municipal. O evento contou com a presença do secretário de Saúde e Assistência Social, Leonel Borba.

Na abertura das explanações, a psicóloga Louise Zart, da Unidade Básica de Saúde (UBS), apresentou dados epidemiológicos dos casos de suicídio no Estado e na região do Planalto Médio. Após, o público acompanhou a abordagem da médica psiquiátrica Oane Faccio, convidada pela organização do evento. A profissional enfatizou os aspectos de depressão, suicídio e automutilação em adolescentes, respondendo também dúvidas feitas pela comunidade. No encerramento do evento, o Cras proporcionou um lanche de integração aos participantes.

Na avaliação da psicóloga Louise, o evento teve êxito. “Acreditamos que esta conscientização é extremamente válida, pois a cada ano atingimos um número maior de participantes. Prevenir é fundamental para reverter estes casos de suicídio e depressão grave e, além disso, a equipe da Unidade Básica consegue estar cada vez mais próxima do usuário, fortalecendo os vínculos de cuidado”, frisa a profissional.

Soma-se a palestra, ainda, um mural na recepção da UBS com frases de motivação e cartazes instalados em todas as portas dos consultórios, para que os pacientes pudessem se sentir acolhidos e a ação de conscientização pudesse ter um alcance ainda maior.

Prefeitura de Ernestina