SOLEDADE – Soltura de criminosos é criticada pela Brigada Militar

Indignação do comandante Cassiano Boscardin foi no sentido da atuação do judiciário soledadense

Infelizmente, a comunidade soledadense, na visão da Brigada Militar vive um embate: o aumento da criminalidade e um maior número de criminosos soltos. Esta realidade foi comprovada através de dados registrados pela própria Brigada Militar, divulgados pelo comandante da 2ª Companhia com sede em Soledade, o capitão Cassiano Boscardin.

De acordo com o setor de inteligência deste órgão de segurança, em 2019, até o momento, foram efetuadas pela Brigada Militar 85 prisões em flagrante, sendo que deste número, apenas 14 continuam reclusos. Já em relação ao tráfico de drogas, foram 14 prisões em flagrante, mas somente 1 continua em vigor, ou seja, que o autor permanece na cadeia.

Quanto ao latrocínio que resultou na morte de Ivânio Bernardes Ortiz, o comandante destacou o incansável trabalho dos policiais militares na elucidação do crime. “Após sabermos do fato, a nossa guarnição foi deslocada e teve como único objetivo de prender, capturar estes dois autores e de posse destas informações, achado os dois carros, conseguimos efetuar a prisão em Barros Cassal”.

O Capitão relata um fato importante. “Um dos responsáveis pela morte de Ivânio, no dia 04/08, já havia sido preso devido a um roubo efetuado contra duas meninas, em que celulares foram roubados nesta ocasião. Não atuou sozinho e sim com outro menor, porém, o modo pelo qual realizou o crime, foi o mesmo do latrocínio, com a utilização de faca”.

Além disso, Boscardin demonstra sua indignação para com o Judiciário, que ao invés de manter presos os que andam a margem da lei, a liberdade é concedida. “Neste caso, o Ivan foi preso no dia 04/08 e no dia 07/08 ele já estava em liberdade. Se nós estivéssemos em um país sério onde as leis fossem cumpridas, onde tivéssemos um Judiciário comprometido com a paz social, este latrocínio poderia ter sido evitado”.

“Tenho vários procedimentos em aberto, onde submeto meus policiais a uma investigação militar simplesmente por que o bandido preso refere que foi maltratado pela BM. Nossa resiliência é muito forte, se nós não honrássemos essa farda que usamos e não tivéssemos este compromisso com a comunidade, nós já tínhamos jogado a toalha”, finaliza Boscardin.

Rádio Cristal