Pesquisa aponta que 87% das pessoas acham conta de luz cara no país

Estudo feito pelo Ibope e Abraceel aponta que 79% das pessoas queriam escolher seu próprio fornecedor de energia elétrica

Conforme um levantamento feito pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) em parceria com o Ibope, mostrou que apenas 10% dos entrevistados consideram o preço da energia elétrica justo. Entre os entrevistados, 79% dos entrevistados gostaria de ter um mercado livre para escolher a sua fornecedora de energia.

De acordo com a Pesquisa de Opinião Pública sobre o que pensa e quer o brasileiro do setor elétrico, lançada ontem(12), 68% dos entrevistados trocariam hoje a sua fornecedora de energia.

A pesquisa confirmou uma tendência nacional de crescimento dos consumidores que apontam uma série de descontentamentos com a energia elétrica do país.

Os dados mostram que 87% das pessoas consideram sua conta de energia cara, número que subiu 4% em relação ao ano passado. Aqueles que consideram excessivos os impostos cobrados em sua conta de luz são 65% e 64% disseram fazer esforço para economizar energia para não atrapalhar o orçamento familiar. Para 57% da população o custo da energia cairia caso houvesse abertura do mercado.

A pesquisa foi feita de 23 a 27 de maio de 2019, e foram ouvidas 2002 pessoas em 142 municípios de todo o Brasil. A pesquisa tem como objetivo saber a opinião dos cidadãos sobre a possibilidade de escolher seu fornecedor e até mesmo de produzir sua própria energia. O nível de confiança é de 95%.

“Os resultados apontam um crescimento constante no interesse do brasileiro em ter liberdade de escolha. O Brasil não pode caminhar na contramão do mundo. Países desenvolvidos abriram seus mercados de energia e desfrutam de uma economia e de um crescimento de produção que o nosso mercado também merece”, disse o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros.

Segundo Reinaldo Medeiros, o mercado livre no Brasil já existe, embora restrito a grandes consumidores, que alcançaram uma economia em torno de R$ 185 bilhões nos últimos 16 anos.