Carazinho tem novo caso suspeito de dengue

Vigilância Sanitária e Ambiental realizou pulverização no bairro Ouro Preto, onde reside a paciente que apresenta sintomas da doença

A Vigilância Sanitária e Ambiental de Carazinho realizou na tarde de ontem (13) uma pulverização no bairro Ouro Preto para controlar o Aedes aegypti na fase adulta. É que naquela região da cidade reside uma mulher que viajou recentemente para Goiás, onde pode ter sido infectada com dengue. O exame laboratorial que apontará se ela realmente teve a doença ou não ainda não ficou pronto, mas a pulverização é importante para tentar prevenir novos casos.

André Prado, coordenador dos trabalhos, relata que a paciente começou a apresentar sintomas de dengue depois que retornou da viagem a Goiás. “O período de incubação do vírus coincide com a época em que ela esteve em Goiânia-GO. Ela foi ao hospital, que nos notificou sobre o caso e nós imediatamente iniciamos este trabalho de bloqueio de transmissão viral com a aplicação de inseticida”, menciona ele, acrescentando que o resultado deve chegar para a Secretaria de Saúde na semana que vem.

Se for confirmado, este será o quinto caso de dengue em Carazinho neste ano. Todos importados. “O protocolo que determina este procedimento vale tanto para casos suspeitos quanto para confirmados. Mas é importante fazer este trabalho de campo logo porque esta paciente já estava em Carazinho no período de viremia e pode ter contaminado mosquitos tendo em vista que localizamos focos de Aedes na região de moradia dela. A partir disso, corremos o risco de gerar casos autóctones (com origem na própria cidade)”, detalha.

Prado ressalta que, além disso, a Secretaria de Saúde também está preocupada com a epidemia de Sarandi, município vizinho que já registrou mais de 160 casos de dengue. “Preocupa sim, pelo fato do deslocamento de pessoas daqui para lá e que podem acabar se infectado. Nesse sentido, quem precisa ir para locais onde existe epidemia, como é o caso de Sarandi, deve procurar usar repelente e roupas com mangas para impedir a ação do mosquito, por exemplo”, sugere.

Diário da Manhã