PASSO FUNDO – Vestibular UPF: mais qualidade de vida com a equoterapia

Projeto de extensão da UPF “Educação Inclusiva Equoterapêutica” disponibiliza, por meio do contato com cavalos, recursos terapêuticos e pedagógicos para pessoas portadoras de deficiência ou em situação de vulnerabilidade social

Uma das manifestações do caráter comunitário da Universidade de Passo Fundo (UPF) se dá por meio da extensão, que aproxima as ações desenvolvidas na Instituição da comunidade em que ela está inserida. Na UPF, são vários os projetos e programas de extensão realizados, sendo um deles o projeto “Educação Inclusiva Equoterapêutica”. A possibilidade de integrar um projeto de extensão pode ser vivenciada pelos alunos da graduação da Universidade.

Vinculado à Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (VREAC) e à Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff), o projeto, coordenado pelo professor Paulo Cezar Mello, visa disponibilizar recursos terapêuticos e pedagógicos para potencializar a qualidade de vida de pessoas com deficiência e/ou em situação de vulnerabilidade social, onde se utiliza o cavalo como mediador nas intervenções equoterápicas. As atividades executadas contribuem para o aumento da capacidade neuropsicomotora dos alunos/pacientes, tais como: a coordenação, o ritmo, o equilíbrio, a postura, a normalização e tônus, além do desenvolvimento da autoconfiança, da autonomia, da independência e sociabilização, e da tolerância à frustração.

O trabalho ocorre de forma multidisciplinar e conta com o apoio de alguns cursos das áreas da saúde e educação da UPF. Além disso, entidades parceiras, como a Associação dos Amigos da Criança Autista (AUMA), o Centro de Assistência Socioeducativo (CASE) e a Brigada Militar – 3º RPMON de Passo Fundo também integram as ações do projeto.

Experiência proporcionada pelo projeto
Vinícius Yunes de Mello, de 22 anos, é um dos mais de 30 alunos/pacientes que recebem atendimentos semanais através de sessões que ocorrem na Fazenda da Brigada Militar. Diagnosticado com autismo severo, o jovem participa do “Educação Inclusiva Equoterapêutica” desde a pré-adolescência. A sua mãe, Salua Yunes, comenta os benefícios que as atividades proporcionam na vida do filho. “Para o desenvolvimento do Vinícius, o projeto é muito importante, pois ajuda em seu equilíbrio. Percebemos que a sua confiança melhorou, e sua postura teve uma melhora significativa. Além do andar a cavalo, no projeto, também são trabalhadas áreas como a da fonoaudiologia, e questões relativas à percepção, as quais beneficiaram a sua vida diária. A interação com as pessoas também melhorou. Conseguimos nos aproximar dele com mais facilidade”, conta.

Quem também está presente no projeto, mas como estagiária, é a acadêmica do III nível do curso de Fonoaudiologia Miriam Freitas. Atualmente, ela atua com o monitoramento dos pacientes e voluntários. A estudante relata que a prática adquirida nas ações é algo incomparável. “Aprendo a lidar com as dificuldades desses pacientes e a conviver com os seus pais e/ou responsáveis. Para mim, isso é fundamental na minha área. Está sendo uma experiência incrível”, disse.

Mais informações sobre o projeto “Educação Inclusiva Equoterapêutica” podem ser obtidas pelo e-mail pcmello@upf.br.

Vestibular de Inverno
A possibilidade de integrar um projeto de extensão pode ser vivenciada pelos alunos da graduação. Nessa perspectiva, a UPF está com inscrições abertas para o seu Vestibular de Inverno 2019. Porta de entrada da Universidade, o processo seletivo inscreve para ingresso em diferentes cursos de graduação naquela que é reconhecida como a maior instituição de ensino superior do norte do estado. Nesta edição, são 23 cursos disponíveis, nas seguintes áreas do conhecimento: licenciatura, saúde, comunicação, ciências sociais e aplicadas, engenharia, arquitetura e exatas. As inscrições devem ser feitas via internet, pelo site vestibular.upf.br, no período de 2 de maio até 4 de junho. A prova será no dia 8 de junho.

Assessoria de Imprensa Universidade de Passo Fundo