NÃO-ME-TOQUE – Caso de dengue está sendo investigado no Município

Homem que trabalha como caminhoneiro retornou da região Centro-Oeste do país com sintomas da doença e está aguardando o resultado dos exames

Entrando para a lista dos municípios com suspeita de dengue, Não-Me-Toque está investigando o quadro de um homem que está apresentando os sintomas da doença. Trata-se de um caminhoneiro que retornou da região Centro-Oeste do país e pode ter contraído dengue, podendo tornar-se o primeiro caso da doença na cidade.

Segundo o secretário de Saúde de Não-Me-Toque, Marco Antônio da Costa, o paciente está realizando os exames necessários, que serão enviados ao laboratório em nível de estado para que a confirmação ou não retorne o mais rápido possível. “Estamos tomando todas as providências, vamos fazer um bloqueio viral na área próxima à residência desse cidadão e também orientá-lo quanto às medidas de proteção”, relatou Costa, que acrescenta que o resultado do exame deve chegar até o fim da semana.

Mesmo sendo o primeiro caso suspeito do ano, a preocupação acontece devido ao alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti na cidade, apontado pelo último levantamento feito na região. “Estamos preocupados porque temos uma infestação alta de mosquito, então, por isso o bloqueio nas imediações onde vive este cidadão, para que não tenhamos a transmissão do vírus”, complementou o secretário.

Cenário
Segundo o informativo epidemiológico divulgado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS), referente ao período de 7 a 13 de abril, foram registrados 763 casos suspeitos de dengue no Estado. 174 foram confirmados, sendo 122 autóctones – próprios dos municípios de Cândido Godói, Canoas, Erechim, Erval Seco, Esteio, Glorinha, Horizontina, Ijuí, Ivoti, Marau, Palmeira das Missões, Panambi, Porto Alegre, Santa Bárbara do Sul, Santa Rosa, Santo Ângelo, Santo Antônio das Missões, São Borja, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Sarandi, Tenente Portela, Três de Maio, Três Passos, Tuparendi e Viamão. 207 casos continuam aguardando investigação.

Quanto aos números registrados na 6a Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), com sede em Passo Fundo, foram notificados 59 casos e sete foram confirmados. Somente um dos casos é autóctone.

Em Carazinho, segundo o coordenador da Vigilância Sanitária e Ambiental da Secretaria municipal de Saúde, André Prado, não foram registrados mais casos suspeitos na cidade. “Fizemos buscas ativas, monitoramos as áreas e agora demos por encerrado o trabalho no local suspeito, mas é evidente que a situação ainda tem condições climáticas favoráveis para a proliferação do mosquito, então, é preciso seguir cuidando”, relatou o coordenador.

O estado de atenção segue, afinal, casos continuam ocorrendo no RS, inclusive levando em consideração o quadro de epidemia em nível de Brasil, que se torna um problema porque as pessoas se deslocam e levam o vírus. “O estado geral é de alerta, porque não é só a dengue, mas as outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Seguem os trabalhos no intuito de minimizar riscos, junto com a população, diminuindo o índice de infestação predial”, complementou Prado.

Inverno
Prado explica que, mesmo com a aproximação do inverno, o risco segue, afinal, a temperatura precisa baixar muito para que não influencie mais na proliferação do mosquito. “Com as temperaturas mais baixas a tendência é que diminua o risco, mas é preciso que seja muito baixa para se fazer o controle, inclusive da fase adulta do mosquito, quando ele já está voando”, relatou o coordenador.

Desta forma, Prado explica que no próximo LIRAa, que possivelmente vai acontecer em maio, já se terá uma ideia de como estará o índice de infestação predial. “Assim teremos uma noção de como está o risco para acontecer situações de epidemia, vamos verificar essa questão. De qualquer forma, a preocupação segue intensa até realmente termos uma situação de temperatura de inverno mesmo”, enfatizou o coordenador, que avalia que até lá é preciso que a comunidade siga consciente da importância de minimizar os riscos, principalmente no acúmulo de água, principal fator para que os mosquitos continuem aparecendo.

Diário da Manhã