CARAZINHO – Piracema encerra com apreensões de materiais ilegais

Sargento Claudiomiro Rosa Franco, da Polícia Ambiental de Carazinho, destaca regras que precisam ser seguidas em relação à caça e à pesca

Com o fim da piracema, ocorrido no dia 31 de janeiro, o sargento Claudiomiro Rosa Franco, da Polícia Ambiental de Carazinho, faz uma balanço da atuação do órgão no período e destaca algumas regras e exigências que precisam ser cumpridas pelas pessoas, em relação à caça e, especialmente, quanto à pesca.

– A Polícia Ambiental tem trabalhado intensivamente, dentro de suas possibilidades, neste período de piracema para combater a pesca ilegal predatória. Nesse período nós sempre apreendemos materiais, pois as pessoas não se conscientizam. O uso de artefatos como redes e tarrafas é proibido nessa época em que os peixes estão em reprodução, em especial nas barragens”, informa o sargento Franco.

Conforme a portaria 193/2018 do Ibama, o atual período de piracema compreendeu de 1º outubro de 2018 até o último dia 31 de janeiro em toda a abrangência da Bacia do Rio Uruguai, tanto no Rio Grande do Sul, quanto em Santa Catarina, incluindo a barragem do Rio Passo Fundo, integrando a área de atuação da Polícia Ambiental de Carazinho.

Ainda conforme Franco, os materiais apreendidos no período foram listados em documentos que são enviados ao Poder Judiciário. Posterior a isso, os artefatos apreendidos são incinerados e o criminoso responde perante à Justiça penas de serviço comunitário ou pagamento de cestas básicas. Já os peixes que são resgatados com vida são devolvidos ao habitat natural.

Ações de prevenção
De acordo com o policial ambiental, a orientação e a informação são uma das principais ações de prevenção quanto ao cometimento de crimes ambientais. Nesse sentido, Franco repassa algumas normativas no que tange à área ambiental.

– A caça é proibida e a partir deste mês de fevereiro a pesca volta a ser liberada, porém, é preciso atentar que redes e tarrafas seguem sendo proibidas para aqueles que não são pescadores profissionais e as barragens da nossa abrangência não comportam pesca profissional. Assim, para realizarem a pesca, somente são permitidos caniços e um molinete por pessoa – destaca o policial.

Em relação à punição para quem é flagrado caçando, ela pode chegar de um mês a dois anos de pena, mas que geralmente também são transformados na prestação de serviços comunitários ou no pagamento de cestas básicas.

Por fim, o sargento comemora a chegada de efetivo e de materiais para a atuação da Polícia Ambiental de Carazinho. Conforme a autoridade policial, atualmente há cinco policiais atuando e uma sexta pessoa é aguardada. “Apesar de não ser o efetivo ideal, já dá para atender a demanda e minimizar o cometimento de crimes ambientais”, conclui.

Diário da Manhã