Governo estadual garante investimento na ERS 142, mas não dá prazo

Secretário estadual de Logística e Transporte, Juvir Costella, reafirmou o investimento de R$ 20 milhões na rodovia, anunciados ainda em 2018, mas não detalhou quando e como o valor será aplicado

Após a realização de uma manifestação na ERS 142 na tarde da quinta-feira (7) por lideranças políticas, com apoio de empresas, sindicatos e a comunidade, o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, voltou a afirmar em entrevista ao Diário que o governo do estado considera a ERS 142 prioridade e pretende investir cerca de R$ 20 milhões na recuperação da estrada.

– Esta é uma obra que é prioridade para o governo do estado, pela importância que ela representa para a região e para o RS. Ela não é uma rodovia localizada, a ERS 142 tem um papel fundamental para o estado – afirma Costella.

O secretário pondera, no entanto, o pouco tempo em que a atual administração gaúcha está à frente do Executivo. “Nós assumimos há 30 dias e, me permita dizer, estamos atuando incansavelmente nessa reivindicação. Há poucos dias, inclusive, realizamos um tapa-buracos na ERS 142, porém, sabemos que isso não é suficiente. Estamos trabalhando na finalização do projeto para a aplicação de R$ 20 milhões de investimento no trecho, incluindo a instalação de uma terceira faixa entre Carazinho e Não-Me-Toque”, informa Costella.

O montante citado pelo secretário estadual ainda encontra-se em fase de projeto. Os recursos serão buscados através de financiamentos junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). “O projeto de melhorias está muito avançado e quase em fase de conclusão. Talvez, antes ainda da Expodireto podemos ter novidades. Não gosto muito de trabalhar com prazos, mas estamos fazendo nossa parte, porque só vamos iniciar a obra quando tivermos recursos. Vamos ter muita responsabilidade com o dinheiro público e iremos somente iniciar obras quando tivermos condições de finalizá-las”, conclui Costella.

Usuários relatam dificuldades
Enquanto os recursos e as obras mais estruturais não iniciam na rodovia, os usuários relatam os problemas que tornam o trecho perigoso. Mesmo transitando pouco pela rodovia, o agricultor de Ibirubá Ademar Wollmann percebeu a situação ruim da estrada. “É uma via estreita e com muitas curvas, além de faltar acostamento. Isso é ruim para quem transita. É preciso menos corrupção nos governos e mais investimento nas rodovias”, afirma Wollmann.

Se para quem transita esporadicamente pela ERS 142 as dificuldades já foram percebidas, imagine aos que trafegam quase diariamente pela via e conduzindo caminhão. “A estrada é uma porcaria, não tem acostamento, é estreita. A chance de se matar nessa via é grande”, reclama o caminhoneiro Elísio Santos.

A principal reivindicação de melhoria estrutural na rodovia é seu alargamento. De acordo com os organizadores da manifestação de quinta-feira, citando uma normativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a ERS 142 deveria possuir, no mínimo, sete metros de largura. Porém, atualmente, há trechos que têm menos de seis metros de largura.

O tamanho da via, aliado ao tráfego de grandes caminhões, em especial aqueles que transportam implementos e máquinas agrícolas, junto com a imprudência de alguns motoristas, tornam a trafegabilidade na estrada muito perigosa. Para resolver o problema, resta aos usuários aguardar o início das obras prometidas pelo governo do estado.

Diário da Manhã