PASSO FUNDO – Para especialista, punição tem de ser mais severa em casos de embriaguez ao volante

No último sábado (19) um homem foi preso por embriaguez ao volante e direção perigosa na ERS-153, entre Passo Fundo e Ernestina, após invadir a área isolada de um acidente fatal. O indivíduo quase atropelou os policiais que trabalhavam no local. O teste do etilômetro acusou 1.05 no primeiro momento. O segundo apontou 1.50 miligramas de álcool por litros de ar expelido. Uma garrafa quase vazia de vodka foi encontrada dentro do seu veículo e ele foi encaminhado ao plantão da Polícia Civil para procedimentos. O homem já foi solto.

Falando na Uirapuru, o advogado e especialista em trânsito, Gilmar Teixeira Lopes, afirmou que pelo fato de o condutor estar em uma rodovia de intenso movimento, colocando em risco a vida das outras pessoas e ao se deparar com o grave acidente furou o bloqueio fugindo em alta velocidade, ele cometeu crime de desobediência de autoridade e de trânsito. Lopes esperava uma punição ao motorista e mostrou-se surpreso com a soltura do homem preso em flagrante. Porém, na justiça, existem vários entendimentos e formas de defesa.

Para o advogado, são duas as formas da pessoa obter um grau de consciência, primeiro pelo pensar e a outra pela justa punição. Nesse caso, o condutor colocou em risco a integridade física das pessoas em vários momentos e, por isso, ele deveria sofrer uma sentença mais grave. Lopes explicou que, pelos crimes cometidos, o motorista terá a Carteira de Habilitação suspensa por um ano e pagamento da multa por embriaguez, porém, para o especialista, seria importante que ele permanecesse preso preventivamente. Caso o condutor seja flagrado dirigindo novamente dentro do período em que estará sem sua CNH, que é cassada por dois anos.

Lopes defende que o valor da fiança, nesses casos específicos, deveria ser alto para inibir novos atos e fazer com que as pessoas tenham mais consciência ao dirigir.

Rádio Uirapuru