PASSO FUNDO – Operação Pólis: casal é suspeito de movimentar mais de R$ 3 milhões no golpe do bilhete

Entre 2013 e 2015, dupla movimentou quase R$ 1 milhão em contas bancárias. Mesmo com esses valores, o casal se declarava isento no Imposto de Renda junto à Receita Federal

A terceira fase da Operação Pólis teve como alvo um casal de 34 e 41 anos. A mulher já estava presa pelo crime do golpe do bilhete premiado no presídio de São Gabriel. O homem foi preso no momento em que ia visitá-la na casal prisional, na manhã desta segunda-feira (14).

Os dois moram em um imóvel avaliado em mais de R$ 2 milhões, na Vila Luiza, em Passo Fundo, que foi sequestrado pela polícia durante a operação. A residência teria sido construída com o dinheiro originado do golpe do bilhete e lavagem de dinheiro, conforme o delegado Diogo Ferreira, da Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Passo Fundo.

Segundo a investigação, o casal é suspeito de aplicar os golpes nas vítimas. Outras sete pessoas são investigadas por auxiliar na lavagem de dinheiro. Todos foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

De acordo com o delegado Diogo Ferreira, mesmo após a deflagração da primeira fase da operação no ano passado, a dupla continuou a praticar golpes no Estado e também em Santa Catarina.

Contas bancárias
Foram realizadas análise das quebras de sigilo fiscal, financeiro e bancário dos investigados, em que foram apuradas mais de 15 atos de lavagem de dinheiro dos investigados, identificados os “laranjas”, aferido o patrimônio oriundo da lavagem de dinheiro, proveniente dos estelionatos praticados pelos investigados.
Entre 2013 e 2015, o casal movimentou em suas contas correntes quase R$ 1 milhão. Conforme a PC, a movimentação era feita por meio de depósitos e transferências de valores oriundos do golpe.

Mesmo com esses valores, o casal se declarava isento no Imposto de Renda junto à Receita Federal. Conforme Diogo Ferreira, estima-se que, desde que começaram a aplicar golpes, o casal teria movimentado, com o golpe do bilhete, mais de R$ 3 milhões.

Esses valores não levam em conta o dinheiro movimentado em espécie, fato comum nos estelionatos, em que as vítimas sacam os valores e entregam diretamente aos estelionatários.

Os dois estão recolhidos ao sistema prisional.

A Operação Pólis já apreendeu/sequestrou mais de R$ 50 milhões em bens dos investigados nas três fases.

Diário da Manhã