PASSO FUNDO – Projeto ComSaúde lança obras na Feira do Livro

As publicações “Doadores do amanhã” e “O superpoder real” foram criadas a partir de ações do projeto de extensão da UPF em escolas do município

Sensibilizar as crianças e os jovens, futuros doadores, sobre a importância da doação de sangue foi o que motivou o projeto de extensão da Universidade de Passo Fundo (UPF), ComSaúde, a implementar uma ação de educação e profissionalização de educadores de escolas municipais para trabalharem o tema em sala de aula. O resultado da ação, realizada em quatro escolas piloto, foi lançado na manhã desta terça-feira, dia 6 de novembro, na Feira do Livro de Passo Fundo, com duas obras: “Doadores do amanhã” e “O superpoder real”.

O projeto de doação de sangue, vinculado ao ComSaúde, foi até as escolas, articulando espaços de aprendizado. O projeto se dá por meio de ações de extensão da UPF, realizadas por acadêmicos de Medicina, Jornalismo e Artes Visuais, que atuam de forma interdisciplinar. Para essa ação, o ComSaúde contou com a parceria do Hospital São Vicente de Paulo, da Secretaria Municipal da Educação e da Academia Passo-Fundense de Letras.

A professora Me. Cristiane da Silva Rodrigues de Araújo, que coordena o projeto Doação de Sangue do ComSaúde e também é responsável técnica do Serviço de Hemoterapia do HSVP, avalia que a ação agrega de forma educativa a sensibilização dos futuros doadores de sangue. “Elaboramos dois livros com base no trabalho desenvolvido com quatro escolas piloto, onde desenvolvemos atividades lúdicas e literárias, trabalhos artísticos e pedagógicos. A partir dos materiais produzidos, foram criados os dois livros”, conta ela.

Participaram do projeto a Escola Municipal de Educação Infantil Padre Alcydes, a Escola Municipal de Educação Infantil Sonho Encantado, a Escola Municipal de Ensino Fundamental São Luiz Gonzaga e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Daniel Dipp. “O intuito é disseminar, para o próximo ano, a ação para as 72 escolas municipais”, destaca a professora do curso de Medicina da UPF.

Incentivo à doação de sangue
Além de sensibilizar crianças e jovens, o projeto também propôs a criação de uma lei para a perpetuação dessas ações. Um programa de incentivo foi feito pelos educadores das próprias escolas, oferecendo material educativo específico para a ação, criado pelo Serviço de Hemoterapia do HSVP, pelos acadêmicos do ComSaúde e pelos próprios estudantes em atividades escolares. “Os professores foram qualificados para trabalhar em sala de aula sobre o tema e, além dos estudantes, a iniciativa se estendeu aos pais e aos funcionários da rede municipal de ensino”, relata a coordenadora.

O livro “O superpoder real” foi construído por dois acadêmicos do curso de Medicina da UPF. Débora Schuh foi quem escreveu a história e Ighor Laimer fez a ilustração. Débora conta que o que a inspirou a fazer a história do livro foi a ideia de criar um super-herói que fosse além do imaginário. “O livro transforma o Hemocito, mascote da hemoterapia, em um super-herói. O superpoder real, na verdade, é a própria doação de sangue e a história conta para as crianças que os heróis são as pessoas comuns, que nem sempre estão nos livros e nos filmes, mas são pessoas que, doando sangue, se transformam em super-heróis”, relata a acadêmica, enfatizando que a abordagem em sala de aula a respeito da doação de sangue também mobilizou os familiares dos estudantes, os educadores e toda a comunidade.

Para a diretora da EMEI Sonho Encantado do bairro Hípica, Suelen Pezzini, participar do projeto foi gratificante. “Trabalhamos a doação de sangue com crianças pequenas, que às vezes não têm um bom entendimento sobre o tema. Fizemos atividade de forma lúdica para que compreendessem a importância desse ato de salvar vidas. Fizemos atividades com o grupo da escola desde a triagem até a doação em si. As crianças puderam compreender o que que era e, ao final, ver a importância desse ato. Além disso, fizemos panfletos e distribuímos na comunidade. Conseguimos plantar uma sementinha dentro de cada um deles sobre a importância e a necessidade de doar sangue. As crianças são o futuro e são os futuros doadores”, comenta a professora.

Fotos: Alessandra Pasinato
Assessoria de Imprensa Universidade de Passo Fundo