Diretor do CPERS afirma: ser professor está se tornando um complemento de renda, prejudicando o ensino

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou dados que revelam o desânimo para com uma das profissões que já foi uma das mais almejadas no país: a de professor. Se no passado as famílias investiam para que os filhos se tornassem mestres e lecionarem, hoje, diante do atual contexto, a pesquisa mostra que a profissão pouco atrai.

Os dados apontaram que somente 2,5% dos adolescentes com idades de 15 a 17 anos querem se tornar professores no Brasil. O cenário não é específico ao Rio Grande do Sul, onde a classe está com salários parcelados. Representando a categoria a nível estadual em Passo Fundo, o professor Orlando Marcelino, diretor geral do CPERS, lamentou o panorama e a previsão de que nada vai mudar. Conforme ele, hoje não há perspectivas positivas e isso é a principal barreira que impede novos profissionais. Ainda há quem ingresse nesta profissão, mas não como primeira opção para a vida.

Com salários baixos no comparativo com muitas profissões que não exigem o investimento pessoal e financeiro para a formação, ser professor acaba se tornando um complemento de renda e não única profissão. Orlando alerta que, com isso, o ensino acaba desqualificado. Na visão do representante, é preciso mudar urgente a política que cerca e impede o crescimento deste profissional, pois não há futuro sem bons professores.

Rádio Uirapuru