Semeadura do trigo na reta final

Na região, o plantio está realizado em 80% da área destinada ao cereal

Produtores aguardam clima favorável para concluírem o plantio do trigo para a safra 2018. O retorno das máquinas para as lavouras deve acontecer depois de dois ou três dias de sol, uma vez que há excesso de umidade no solo impossibilitando a sequência na formação das lavouras do cereal, principal cultura de inverno.

De acordo com o analista de informações da Cotrijal, Edilson Boumgratz, nas regiões de Passo Fundo, Carazinho e Não-Me-Toque, o plantio está realizado em 80% da área destinada ao trigo pelos agricultores este ano. “A conclusão agora é uma questão climática. Assim que o solo estiver em condições técnicas ideais os produtores concluem o plantio”, diz o analista. Conforme Edilson, a maior parte das sementes plantadas ainda não germinou, processo que deve acontecer nos próximos dias.

Na região, a área de trigo deverá ficar próxima à destinada na safra passada. As estimativas são de que o cereal ocupe perto de 10% das terras agricultáveis, e podem chegar a 12% em determinadas regiões. Este ano, no Rio Grande do Sul, deverão ser plantados pouco mais de 700 mil hectares com trigo. Segundo a chefe do escritório da Emater-RS de Carazinho, Ana Clara Vian, no município a previsão é que o trigo ocupe cerca de quatro mil hectares.

Já em municípios do Alto Uruguai, em parte das lavouras o trigo já está em fase de perfilhamento. Conforme o agrônomo Roger Uebel, os produtores devem acompanhar as lavouras com vistorias permanentes para analisar e necessidade de aplicação dos controladores das ervas daninhas, que surgem no meio das plantas. “Em nossa região, o azevém é o maior problema, pois tem uma grande incidência nas áreas plantadas com trigo”, salienta o agrônomo.

Conforme Uebel, no município de Chapada o plantio está praticamente concluído e nas áreas com plantas mais desenvolvidas os produtores também preparam a cobertura de nitrogênio.

Projeção
Mais uma vez o triticultor investiu em tecnologia formando lavouras com potencial de produtividade acima das 70 sacas por hectare. “É possível, uma vez o clima transcorrendo dentro da normalidade – sem as geadas tardias e seca no período de colheita – uma colheita com valores de no mínimo 4,2 mil quilos do cereal por hectare”, destaca o agrônomo.

Segundo ele, o temor do produtor de trigo são as geadas que podem acontecer no final de agosto ou durante o mês de setembro. Na formação das lavouras o investimento médio dos agricultores foi de R$ 1,5 mil por hectare. Chapada este ano plantou perto de 5 mil hectares com trigo, pouco acima da área plantada em 2017.

Diário da Manhã