NÃO-ME-TOQUE – Florestas contribuem para redução da emissão de carbono

A floresta contribui com a retirada de metano da atmosfera e com a redução da emissão de óxido nitroso, indicando que práticas silviculturais são favoráveis para mitigação e adaptação às mudanças do clima. A afirmação do pesquisador Marcos Rachwal, da Embrapa Florestas, não causou surpresa entre os participantes do 11ª Fórum Florestal do Rio Grande do Sul na manhã desta quinta, 8/3, na Expodireto Cotrijal, porque boa parte de plateia já utiliza a integração lavoura-pecuária-floresta em sua propriedade e conhece a realidade.

Segundo o especialista, a empresa tem monitorado os estoques de carbono e as emissões, tanto em florestas naturais como naquelas plantadas com pinus e eucalipto. Resultados preliminares demonstram o quanto a floresta pode ser promissora. Nos levantamentos, as emissões caíram de 70% em 2005 para 18% em 2014 quando existe floresta na terra. Na agropecuária, em igual período, houve uma evolução de 14% para 33%.

No debate “O potencial das florestas e a agricultura de baixo carbono, e integração lavoura-pecuária-floresta”, o analista Emiliano Santarosa enfatizou a arborização de pastagens. Segundo ele, sistemas silvipastoris necessitam de planejamento, manejo e adequação às condições de cada local de cultivo. “O planejamento dos espaçamentos, escolha das espécies arbóreas e forrageiras são fundamentais para produtividade pecuária e florestal destes sistemas, além das práticas silviculturais adequadas”, destacou.

Setor ervateiro aponta dificuldades do setor

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Mate do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimate/RS), Álvaro Pompermayer, o momento do setor ervateiro é difícil. “O consumo está estagnado, o preço está em baixa e a produção da indústria caiu. A erva-mate tem perdido muito espaço em muitas regiões do Rio Grande do Sul”, destacou. No entanto, acredita que a situação seja passageira e o quadro mude com a recuperação da economia. Para ele, o consumidor é hoje o elo mais importante da cadeia produtiva. Se o consumo para, os produtores se retraem.

No entanto, o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura, advertiu que o produtor ervateiro “não pode olhar para retrovisor e sair cortando árvores”. Para ele, é necessário observar o para-brisa e pensar no longo prazo.

O evento teve como realizadores a Embrapa Florestas, a Emater/RS, a Cotrijal, o Sindimadeira/RS, o Sindimate, a Ageflor, a Ibramate e a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Erva-Mate/RS.

Assessoria de Imprensa da Expodireto Cotrijal