CARAZINHO – Campeã brasileira corre risco de ficar fora de Mundial por falta de recursos

Regina Raber tem participação programada no Mundial de Muay Thaina Tailânda e precisa de apoio para viajar

Seguidamente equipes e atletas das mais diversas modalidades precisam contar com apoio financeiro para garantir participação em competições tanto amadoras quanto profissionais. A falta de patrocínio é um adversário a mais na busca das conquista e na realização de sonhos dentro do esporte.

A lutadora, Regina Raber, é mais um exemplo. Foi campeã gaúcha e brasileira no ano passado e por isso garantiu vaga no Mundial de Muay Thai em Bangkok, na Tailândia, entre os dias 11 e 19 de março. No entanto, precisa de apoio financeiro para viajar com o treinador, Rodrigo Molinário, e tentar garantir o título mundial inédito na categoria até 51Kg.

Recentemente, Regina – que representa a Academia Arte e Luta, de Carazinho – foi campeã do Torneio Estímulo Kid Trovão, em Canoas. O colega dela, Cídio Brandelero, ficou em segundo lugar. Este é apenas o título mais recente da atleta. Das últimas 14 lutas que participou nas modalidades de boxe, MMA e Muay Thai, perdeu apenas uma, para uma atleta uma categoria acima da que Regina está acostumada a lutar.

Prestes a encerrar o prazo para confirmar a inscrição, Regina e Rodrigo correm contra o tempo para garantir o valor necessário para custear a viagem, a estadia e a alimentação no exterior. “A participação dela pode ser frustrada, pois sem conseguir patrocínio suficiente para custear a viagem fica inviável a ida à Tailândia”, lamenta o treinador que ressalta que ela continua treinando forte.

Recentemente o treinador orçou o custo das passagens áreas, ida de volta. O valor chegava a R$ 7,6 mil. Porém, o valor encarece com a proximidade da data de embarque. Levando em consideração todas as despesas necessárias para os 13 dias de competição, são necessários em torno de R$ 9 mil. “A Regina se dedicou muito para conquistar o estadual e o brasileiro. Foi um caminho longo. Se ela não puder ir para o mundial será uma frustração muito grande e ela terá de recomeçar o trabalho, tentar ser campeã novamente, o que não é fácil. Por isso, precisamos que a comunidade nos apoie”, justifica Molinário.

Diário da Manhã