NÃO-ME-TOQUE – Comando do 38º BPM explica mudança no policiamento no município e nega fechamento

O capitão Juliano Moura, à frente interinamente do comando do 38º Batalhão da Brigada Militar em Carazinho e com abrangência de mais de 20 municípios, incluindo Não-Me-Toque, concedeu entrevista à Rádio Gazeta, nesta quinta-feira, 11/01, esclarecendo a informação de que a Brigada Militar estaria fechada em Não-Me-Toque durante três dias da semana, das 24h às 06h

”Essa informação criou na comunidade de Não-Me-Toque e região um clamor de insegurança no que tange a falta de atendimento da Brigada Militar. Primeiro, a BM tem plena ciência da importância e necessidade de suas funções, e a ausência dela, sem dúvida nenhuma, gera um clamor público muito grande. Essas informações divulgadas de forma irresponsável podem gerar um entendimento por parte da criminalidade desfavorável na questão da segurança, e segundo, é inverídica, porque não demonstra a real situação”, afirmou o capitão.

Conforme o oficial, o que acontece em Não-Me-Toque a partir de 11 de janeiro, é a implantação de uma nova forma de policiamento, nova gestão, priorizando que os brigadianos trabalhem em segurança, minimamente em dupla, e diretamente no atendimento a comunidade. ”Ou seja, o policial militar que exercia atividade administrativa, ou até mesmo em sala de operações, está sendo direcionado para trabalhar em reforço na rua, para o que foi contratado, no policiamento preventivo e ostensivo, o que gerou até no nosso público interno um certo desconforto e inconformidade. Somado a isso, seguindo determinação do escalão superior, os policiais militares estão sendo empregados nos municípios em que realmente estão lotados, a realidade de Não-Me-Toque é que policiais de Victor Graeff também concorriam àquela escala. Com base nisso, nesse novo processo de gestão, determinamos que o policial vá trabalhar onde está lotado, Victor Graeff. Somado a isso, a forma de trabalho duplo, que alguns policias vão trabalhar em município de origem, levou à falsa informação que o pelotão de Não-Me-Toque seria fechado. Só que não se divulgou que a brigada militar trabalha em carga de hora extraordinária, tem essa possibilidade do serviço extraordinário, e no serviço extraordinário serão complementados turnos faltantes, e desta forma a Brigada Militar não vai cessar a continuidade do serviço naquele município”.

O capitão garante que a BM não fechará. ”Quero esclarecer para a população regional isso: primeiro, com o emprego do serviço extraordinário a brigada militar de Não-Me-Toque não fechará. Segundo, sendo implantada nova forma de gestão para priorizar o brigadiano na rua a comunidade vai sentir isso de forma segura e eficaz, com mais policiais, reforço, a eficácia do serviço será maior. A comunidade pode ficar tranquila, a brigada militar está trabalhando de forma enérgica nesses municípios para garantir a segurança pública”.

Essas mudanças, como observa o capitão Juliano Moura, vem sendo empregadas no estado desde setembro de 2017, também em municípios como Coqueiros do Sul, Almirante Tamandaré do Sul, Chapada, Santo Antônio do Planalto e Carazinho, priorizando o policiamento ostensivo, que agora chegou a Não-Me-Toque e Victor Graeff.

Gazeta AM