CARAZINHO – Casos de câncer de próstata aumentam no Município

Conforme os dados da Oncologia do HCC, em 2016 foram registrados durante todo o ano, 19 casos de câncer urológico (próstata, pênis, testículo, ureter). Em 2017, de janeiro a outubro já foram registrados 13 novos casos.

Com a chegada do Novembro Azul, os trabalhos de conscientização em prol da prevenção do câncer de próstata aumentam. Para Alt, o Outubro Rosa exerce grande influência sobre o Novembro Azul, pois tem o trabalho de puxar a frente do debate na sociedade. Para Alt, o número de casos vem crescendo, não porque estão acontecendo mais, mas porque os homens vem buscando mais ajuda. “Tem sido feitos mais diagnósticos, mais exames, então, automaticamente, acabam-se tendo esses diagnósticos menos graves. Os mais avançados ainda acontecem, apesar de felizmente serem mais raros, mas ainda acontecem”, explicou o médico, que ainda complementou que apesar de alguns casos serem detectados em um estágio mais avançado, não é como antigamente, que vários homens só descobriam da doença após um tempo sem tratar. “Há também uma conscientização através de campanhas, redes sociais, convencendo de que não há nada de mais em realizar os exames, pois essa é uma doença possível de manejo”, frisou Alt.

De acordo com o médico, a resistência dos homens em procurar os exames de prevenção se deve a uma questão cultural, porém, felizmente essa barreira está diminuindo e a procura por atendimento médico tem sido mais frequente. “Os urologistas são os primeiros a examinar e detectar, ou não, alguma alteração nos exames de TSA e toque retal. Nós, da Oncologia, já recebemos a pessoa com o diagnóstico e encaminhamos para o tratamento necessário”.

Segundo o médico, dificilmente se previne um câncer de próstata, o que pode ser feito é o diagnóstico precoce da doença, que facilita o tratamento, tornando-o mais simples e aumentando as chances de cura. “A gente sabe que qualquer homem depois dos 50 anos estar suscetível a ter esse câncer, então, é recomendado que se faça os dois exames, do TSA e o toque retal, pois os dois, associados, conseguem dar a possibilidade de um diagnóstico”, complementou o coordenador, que afirma que atualmente não é somente através de cirurgia que se trata o câncer de próstata, os tratamentos de químio e radioterapia tem se apresentado tranquilos nos pacientes.

Diário da Manhã