PASSO FUNDO – Desafios e perspectivas do cultivo de peixe em debate na UPF

Workshop sobre sanidade de peixes reúne professores, alunos, produtores e técnicos nesta terça e quarta-feira.

Embora seja uma cultura em crescimento, a criação de peixes ainda passa por muitos desafios. Entre eles, a consciência empreendedora dos produtores e a melhoria dos processos e da legislação. Para refletir sobre a realidade vivida na região, a Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio da Vice-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (VRPPG); da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAMV) e do curso de Medicina Veterinária; do Programa de Mestrado em Bioexperimentação (PPGBioexp); e do laboratório de Microbiologia e Imunologia Avançadas, promove o Workshop sobre Sanidade de Peixes. A atividade acontece nos dias 7 e 8 de novembro, no auditório da Faculdade de Medicina Veterinária.

Com vários projetos e pesquisas na área e com as ações dos Polos de Inovação Tecnológica, a Universidade tem sido fundamental no processo de amadurecimento da piscicultura na região. Para o coordenador do PPGBioexp, professor Dr. Luiz Carlos Kreutz, aos poucos a região começa a ver o potencial existente. “A ideia é que possamos, aos poucos, desenvolver nos envolvidos essa consciência da necessidade de exploração dessa expansão da área no estado. Embora ainda seja incipiente, temos um potencial muito grande e temos que oferecer as oportunidades de formação, para que possamos ampliar nossa produção de carnes também para os pescados”, destaca, lembrando que o Workshop é uma ação do projeto “Profilaxia e diagnóstico de infecções e contaminações de carnes como estratégia para aumentar a segurança alimentar”.

O primeiro palestrante do dia trouxe dados importantes para os presentes. Além dos números, Henrique Bartels, da Emater/RS, apresentou as potencialidades e as razões para o aumento do consumo de peixes na região. Segundo ele, entre os potenciais, estão os abatedouros ociosos, o mercado demandante, a quantidade de água, os espaços existentes e as indústrias de ração qualificadas.

Bartels destacou que a população tem consumido mais pescados, em parte pelo aumento da renda, mas, principalmente, pela preocupação com a qualidade da alimentação. Segundo ele, a região tem potencial para avançar. “Somos o 11º produtor nacional, mesmo com a nossa abundância de água e de espaço que temos. Então, temos uma perspectiva muito grande, mas também uma dificuldade de saber como avançar. O processo de consumo já está bastante consolidado, o que nos falta é a parte de comercialização e industrialização, fases que ainda não estão em sua plenitude. Temos estrutura para conquistar isso e esse trabalho desenvolvido aqui na UPF é uma das ferramentas”, destacou.

Ele lembrou que a Emater trabalha, atualmente, com 302 escritórios envolvidos nos projetos, apresentando para os produtores temas como a construção dos viveiros, manutenção, adubação, correção do PH e a introdução das espécies.

Programação

Nesta quarta, dia 8 de novembro, pela manhã, serão debatidos, no auditório da Medicina Veterinária, temas como “Doenças bacterianas de importância na piscicultura” e “Aplicabilidade de imunomoduladores e vacinações na prevenção de doenças”.

O evento também terá a apresentação de projetos e resultados sobre pesquisas em sanidade em peixes. Durante a tarde, serão realizadas atividades práticas no Cepagro, com abordagem a temas como aplicação de fitoterápicos e imunomoduladores na ração e anatomia de peixes, identificação de lesões, necropsia, coleta e acondicionamento de material biológico para o transporte e o diagnóstico de doenças em peixes.

Fotos: Gelsoli Casagrande
Assessoria de Imprensa Universidade de Passo Fundo