Curtume Tapera fechou

Nesta tarde, depois de 80 anos, o Curtume Tapera fechou suas portas. Os comentários que vinham circulando na cidade nos últimos dias se confirmaram. Conforme a direção da empresa, os motivos do fechamento seriam a escassez de matéria-prima, a principal, que já vinha se arrastando a um bom tempo fazendo com que a planta diminuísse sua produção e passasse a trabalhar no vermelho, e o câmbio e o mercado, que vem se portando de maneira anormal. Uma das saídas da empresa foi a diminuição do quadro de funcionários.

Conforme o gerente administrativo do Curtume Tapera, Max Vargas, a situação vinha se arrastando a um bom tempo e se tornou insustentável nas últimas semanas já que uma planta como a de Tapera, que já chegou a produzir 3 mil couros/dias, estava produzindo menos do que isso até parar a produção. “A causa do fechamento do Curtume foi a escassez de matéria-prima e uma empresa como essa não pode trabalhar produzindo menos de 2 mil couros/dia. É inviável e a gente chegou ao ponto de parar a produção. Não teve outro jeito, infelizmente”, disse.

Quanto ao futuro Max Vargas disse não saber, pois tudo vai depender de matéria-prima e da economia mundial. “Se a matéria-prima voltar e o câmbio e o mercado se normalizarem o Curtume Tapera poderá reabrir suas portas novamente”, disse ele.

Os funcionários foram comunicados do fechamento da empresa nesta tarde. Os mesmos foram liberados e deverão retornar na segunda-feira (20) para acertar sua rescisão de contrato, inclusive os que estão em férias. Max Vargas revelou que todos os funcionários serão indenizados.

O Curtume Tapera permanecerá com suas máquinas no município e que uma equipe cuidará de sua manutenção, assim como a equipe de segurança.

O Sindicato do Curtimento de Couros foi comunicado da decisão.

O Curtume Tapera, que pertence ao Grupo Bom Retiro, de Bom Retiro do Sul (RS), adquiriu a planta do Curtume Mombelli, em 2001, já chegou a produzir mais de 3 mil couros/dia e já empregou mais de 800 pessoas. Nestes últimos dias esteve com menos de 200 funcionários e sua produção parou.

Em Tapera, o pensamento agora é o problema social e econômico que tal decisão causará à população e ao município.